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A obediência é possível mediante o chamado de Cristo

A vida cristã deveria ser baseada em Cristo e sua Palavra. Ponto final. Sem mas, sem vírgulas. Chegando a acreditar que todo o restante é mentira, se contradiz a Palavra. Nosso coração deve ter por certo que o que ali diz é mais seguro e confiável do que qualquer outra “verdade” externa a ela.


É diante dessa convicção que somos convocados a obedecer ao chamado para o discipulado. É vivendo dessa forma que sou capacitado a viver com pouco e também com muito, mas como se nada tivesse. Ter carros, casas, bens materiais, mas viver como se não os possuíssemos.


É na obediência que vivenciamos a promessa: a comunhão com Cristo. Aqui não me refiro a uma obediência adequada em nossos próprios meios, mas, como define Dietrich Bonhoeffer, a obediência simples e literal.


Viver um milímetro que seja, fora disso, é desobediência, não existe “meia obediência”. O autor no livro Discipulado traz uma ilustração muito bacana, seria como um pai dizer para o seu filho: “Vá para cama” e a criança pensar: “Bom, meu pai acha que estou com sono, por isso está me dizendo pra ir para a cama, como ele não quer que eu esteja com sono, posso superar meu sono se eu for brincar.”


Diante da história do jovem rico, confrontado por seu amor pelas riquezas, Jesus nos ensina que o que importa não é se vivemos com bens ou não, eles não definem nossa fé; mas se nos é ordenado que a deixemos, então disso depende nossa fé.


Estamos dispostos a viver a obediência simples e literal proposta por Cristo? É na obediência ao chamado que somos libertos para crer. Se fugimos disso, barateamos a graça que nos foi oferecida na cruz, buscamos a auto justificação e caímos no legalismo.


E seria tal obediência um ato dependente de nós? Não, muito pelo contrário, Cristo oferece a fé apenas ao que obedece e a obediência apenas ao que crê. Abrir mão de todos os seus bens não irá solucionar o problema da desobediência, apenas o levará a outros. Mas, se debaixo do chamado de Cristo, então torna-se libertador.


Ao fim do encontro com o jovem rico, os discípulos, aqueles pobres homens, que de material já nada tinham, depararam-se com uma verdade: “Mas Senhor, quem pode ser salvo?” e Cristo os responde com um conforto: “Para o homem isso é impossível, mas para Deus tudo é possível.”


NEle, por Ele e através dEle é que podemos obedecer ao chamado que o próprio Cristo nos faz.


Referência:

BONHOEFFER, Dietrich. Discipulado. São Paulo: Mundo Cristão, 2016. 254 p.









Por Gabriela Simas

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