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O PRÍNCIPE DO EGITO

Atualizado: 18 de Jun de 2019

Não era comum um homem ficar solteiro até os quarenta anos, no Egito; documentos da época comprovam que aos dezesseis anos um egípcio estava apto para casar. Certamente algo grandioso ocupava os pensamentos de Moisés, que superava o seu desejo de ter uma família: a libertação do seu povo!


Pode-se imaginar o seu sofrimento ao ser obrigado a fugir, deixando para trás os seus planos, identidade e modo de vida. Quantas vezes deve ter se recriminado por ter matado o soldado egípcio, despertando a ira do faraó.


Transformado em pastor das ovelhas do sogro, dos quarenta aos oitenta anos, não deveria ter outra habilidade ou não encontrou forças para ir além e conformou-se com aquela vida, talvez desconcertado com a nova realidade. Onde tinha ido parar o homem determinado e corajoso que tinha sido? E o seu conhecimento, ele o aproveitaria um dia?


Com certeza! O nosso Deus não é um Deus de desperdício e nada do que Moisés foi anteriormente seria jogado no lixo, muito pelo contrário! E conosco acontece a mesma coisa. Não importa o quanto estejamos arrasados, desgastados e sofridos, o Senhor restaurará as nossas energias e nos dará nova musculatura: “Portanto, tornai a levantar as mãos cansadas, e os joelhos desconjuntados" Hb 12.12


O deserto espiritual é uma fase muito difícil, mas é por um tempo e dependerá de nós aceitá-lo sem murmurações, na certeza que não é para sempre e que quando acabar estaremos fortalecidos para enfrentarmos qualquer armadilha do maligno.


No entanto, apesar de ter passado quarenta anos pastoreando ovelhas, havia algo em Moisés que ninguém podia mudar: ele ainda era, realmente, um Príncipe do Egito e com a morte de quem o acusava, estava livre de qualquer perseguição, podendo retornar à sua terra natal a hora que quisesse.


E, convenhamos, quem além dele teria condições de entrar no palácio e ordenar ao faraó para libertar o seu povo? Quem se atreveria a tanto sem ser morto? Só Moisés, porque ele foi criado no palácio e cresceu ao lado do faraó, tinha intimidade com ele, fazia parte da família real. O faraó não podia impedi-lo de entrar e sair quando quisesse. Já pensaram? Este é o nosso Deus!


Enquanto era jovem, Moisés não tinha experiência com Deus para amar os hebreus como Deus os amava e não os aguentaria nem por três dias. Mas, após ter sofrido todas as dores do deserto, tornou-se um outro homem, cheio de compaixão e misericórdia para amar aquele povo difícil - massacrado pela escravidão de quatrocentos anos - a ponto de defendê-lo com a própria vida.


E quando o Senhor quis extermina-lo por seus pecados, Moisés prostrou-se com o rosto em terra e clamou: “Agora, pois, perdoa o seu pecado; se não, risca-me, peço-te, do teu livro, que tens escrito. Êxodo 32:32 Então o Senhor arrependeu-se do mal que dissera que havia de fazer ao seu povo”. Êxodo 32.35


Assim foi que o Príncipe do Egito saiu com o seu povo livre e rico em bens que os egípcios lhe deram para que partissem o mais breve possível: “Os filhos de Israel partiram de Ramsés em direção a Sucot, cerca de seiscentos mil homens a pé – somente homens, sem contar suas famílias (mulheres e crianças)” (Êxodo 12.37)


Comenta-se que eram em um número entre dois a três milhões de Israelitas, entre homens, mulheres e crianças. Uma multidão liderada por Moisés, o menino hebreu retirado das águas e que se tornou um príncipe da corte do faraó.



Rosa Helena R. de Camargo


Revisão Digital: Sol Carvalho

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