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TUDO ME VAI BEM!

Suném era uma cidade que ficava entre Samaria e Monte Carmelo, onde morava o profeta Eliseu. Ali vivia a personagem desta história, uma mulher sábia, generosa, inteligente, que amava a Deus e ao próximo, e que no decorrer dos séculos se transformou numa referência para milhares de mulheres no mundo inteiro: a sunamita.

A bíblia não diz o seu nome, apenas a sua procedência, mas revela um minucioso perfil da sua personalidade de mulher temente a Deus, com exemplos que emocionam até hoje e que servem de diretrizes para os mais diversos tipos de situações dolorosas.

Não escapou ao seu olhar atento a longa caminhada do profeta Eliseu até o Monte Carmelo, e achou por bem assumir o seu sustento, até o final dos seus dias, construindo para ele uma moradia ao lado da sua, para que ficasse confortável sempre que estivesse na cidade.

Evidentemente, Eliseu alegrou-se muito com o gesto e imediatamente quis retribuir, mas ela declarou taxativa: “nada me falta, vivo muito bem!” A sunamita não estava visando retorno, apenas sentiu-se no dever de abençoar o profeta como Deus a tinha abençoado, e nada mais.

Este conceito vem desde a origem dos judeus, um povo atento às necessidades uns dos outros. Os judeus não mendigam por socorro, ajudam-se mutuamente! Já confiscaram o seu patrimônio e tentaram extermina-los milhares de vezes, mas eles sempre se recuperam de maneira espantosa. As mentes mais brilhantes, o Exército e o Serviço de Inteligência mais poderosos do mundo, estão em suas mãos. São os maiores detentores de Prêmios Nobel: dez em Literatura, oito em Paz Mundial, vinte em Química, treze em Economia, quarenta e cinco em Medicina e trinta e um em Física. Tudo o que tocam, prospera!

Geazi, o criado de Eliseu, foi quem descobriu que a sunamita não tinha filhos, o que para as mulheres judias era uma grande tristeza. Eliseu viu que esta era a sua oportunidade de agradá-la e ofereceu-se para pedir a Deus que abrisse a sua madre, ao que ela concordou, dizendo: “não me prometam nada que não possam cumprir”. E Deus lhe deu um filho, apesar da idade avançada do seu marido! Porém, algum tempo depois, o menino adoeceu e morreu...

Ela tinha avisado a Eliseu que não lhe prometesse o que não pudesse cumprir, mas ficou impassível, deitou o menino como se dormisse na cama do profeta, e partiu em busca dele no Monte Carmelo. Viajou noite e dia no lombo de um burro, sempre afirmando que estava tudo bem, em busca de quem falava com Deus. Era com Deus que ela queria falar, só Ele poderia devolver a vida do seu filho.

A atitude da sunamita é um dos exemplos mais magníficos da bíblia: ainda que o mundo desabe sobre nós, Deus continua no controle de todas as coisas, e por pior que seja ou pareça a situação, estará sempre dentro da vontade soberana de Deus, que é boa, agradável e perfeita! O desespero, além de não ajudar, destrói as nossas energias mais preciosas justo quando mais precisamos delas, para que permaneçamos firmes até o socorro chegar. E com certeza chegará, pois “Deus é o nosso refúgio e a nossa fortaleza, socorro bem presente nas tribulações”! Sl 46.1

A sunamita simboliza a mulher sábia, temente a Deus, fiel depositária dos recursos de Deus para o sustento da sua obra e auxílio dos necessitados. Com isso, a bênção passa primeiro por sua casa, mas ela sabe que tudo pertence a Ele, inclusive a sua vida e a do filho que tanto ama. Que o Senhor nos dê sabedoria para não nos apegarmos às riquezas do mundo e discernimento para entendermos o seu verdadeiro propósito para elas!


Maranata, ora vem Senhor Jesus!


Rosa Helena R. de Camargo

Revisoras: Beatriz Ern e Sol Carvalho

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